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Oficina de xilogravura com Valdério chega a Pirenópolis

ResumoA oficina de xilogravura com Valdério Costa ocorre em 19 de setembro na COEPi, em Pirenópolis, Goiás. A atividade integra programação cultural que inclui exposição no Jobim Piano Bar e apresentação noturna no Circuito Dandô, reunindo arte gráfica e música no mesmo evento.

A oficina de xilogravura com Valdério Costa acontece em 19 de setembro, na COEPi, em Pirenópolis. A atividade integra uma programação que inclui exposição no Jobim Piano Bar e apresentação noturna no Circuito Dandô.

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Débora Quintas
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Oficina de xilogravura com Valdério chega a Pirenópolis
Foto: Imagem ilustrativa · Floguxo

A oficina de xilogravura com Valdério Costa acontece em 19 de setembro, na COEPi, em Pirenópolis. A atividade integra uma programação que inclui exposição no Jobim Piano Bar e apresentação noturna no Circuito Dandô.

Pirenópolis recebe no dia 19 de setembro uma oficina de xilogravura conduzida pelo artista plástico, poeta, professor e xilogravurista Valdério Costa. A atividade ocorre na COEPi (Comunidade Educacional de Pirenópolis), na Rua do Carmo, no Alto do Carmo, e integra uma programação que aproxima as artes visuais do público da cidade.

A oficina de xilogravura com Valdério Costa acontece em 19 de setembro, das 9h às 12h, na COEPi, em Pirenópolis. O investimento é de R$ 120, com material incluído, e há bolsas sociais mediante solicitação. As vagas são limitadas.

A realização é da COEPi em parceria com o Jobim Piano Bar, que atualmente apresenta uma exposição com obras de Valdério Costa. Na manhã, os participantes acompanham o processo artístico conduzido pelo próprio artista. À noite, a COEPi recebe o Circuito Dandô, com apresentação do Duna Duo e participação de Valdério Costa, a partir das 20h e com entrada gratuita.

Quem conduz a oficina

Valdério Costa nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte, em 1966, e mudou-se para Brasília no início dos anos 1980. Segundo informações divulgadas pela FLIPIRI, é mestre em Artes Visuais pela Universidade de Brasília, professor de Artes Visuais e História da Arte, e desenvolve trabalhos com xilogravura, poesia e ilustração.

Entre os reconhecimentos de sua trajetória estão a Medalha Mérito Distrital da Cultura Seu Teodoro, concedida pelo Governo do Distrito Federal em 2023, e o Prêmio Culturas Populares, na categoria Mestres, do Ministério da Cultura, recebido em 2017. Participou de exposições no Brasil e no exterior e realizou atividades de ensino e divulgação da técnica em diferentes países.

Como funciona a técnica

A xilogravura parte da criação de uma imagem sobre uma matriz, geralmente de madeira, que depois é usada para produzir impressões. O processo começa pela elaboração do desenho transferido para a matriz. A madeira é trabalhada por meio do entalhe, retirando-se partes da superfície para definir as áreas que participarão da impressão.

Na etapa seguinte, a matriz recebe tinta e é pressionada contra o papel ou outro suporte adequado. O resultado é uma imagem impressa a partir do desenho e das áreas preservadas na superfície da madeira. Esse processo diferencia a xilogravura de técnicas em que a imagem é diretamente desenhada ou pintada sobre o suporte final.

A relação com a literatura de cordel também aparece na produção do artista. A xilogravura tem presença histórica na tradição gráfica associada às capas e ilustrações de folhetos de cordel, especialmente no Nordeste brasileiro. No trabalho de Costa, essa tradição aparece combinada a outras referências visuais e literárias.

Exposição e circulação das artes visuais

A oficina acontece paralelamente à exposição de Valdério Costa na Jobim Piano Bar, localizada na Travessa 24 de Outubro, no Centro Histórico de Pirenópolis. A mostra reúne trabalhos do artista e integra a programação de artes visuais do estabelecimento. A exposição foi anunciada no início de setembro.

A presença da exposição e a realização da oficina em espaços diferentes criam uma conexão entre apreciação e prática. Na Jobim Piano Bar, o público pode conhecer parte da produção do artista. Na COEPi, os participantes terão contato com o processo da xilogravura por meio de uma atividade conduzida pelo próprio autor.

A COEPi completa 30 anos de atuação em Pirenópolis em 2026. A programação cultural da instituição inclui atividades educativas e artísticas, além da participação em iniciativas de circulação cultural.

Para quem acompanha a produção artística contemporânea, a programação oferece diferentes formas de aproximação com a xilogravura. Para quem ainda não conhece a técnica, a oficina representa uma oportunidade de observar de perto etapas que normalmente não aparecem quando o público vê apenas a obra finalizada.

As informações sobre inscrições e bolsas devem ser consultadas diretamente com a organização da atividade. A divulgação da oficina informa que as vagas são limitadas.

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Débora Quintas

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