Greve nos Correios: TST manda manter 80% do efetivo
O TST determinou que os Correios mantenham 80% do efetivo trabalhando durante a greve iniciada em 10 de setembro. A estatal acionou plano de continuidade e remanejou equipes para preservar entregas.
O TST determinou que os Correios mantenham 80% do efetivo trabalhando durante a greve iniciada em 10 de setembro. A estatal acionou plano de continuidade e remanejou equipes para preservar entregas.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de 80% do efetivo de trabalhadores dos Correios durante a greve da categoria. A decisão foi proferida no sábado (12) pelo presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, depois que a estatal recorreu ao tribunal para garantir o funcionamento mínimo da empresa, que considera o movimento abusivo.
Na prática, oito em cada dez carteiros, atendentes e operadores seguem trabalhando. Para quem espera encomenda, o efeito é direto: o fluxo logístico não para, mas pode atrasar em trechos com menos gente disponível.
O ministro entendeu que o serviço prestado pelos Correios é essencial e que a greve pode impactar as eleições. "A atividade essencial desenvolvida pela suscitante se agiganta em face dos compromissos assumidos com entes públicos e privados relacionados ao pleito eleitoral de 2026, cujo período de campanha encontra-se em curso, o que agrava os impactos à sociedade do movimento paredista", afirmou Vieira de Mello Filho.
Os trabalhadores entraram em greve na quinta-feira (10) e buscam a aprovação do acordo coletivo de trabalho 2025/2026. Os sindicatos contestam o modelo de reestruturação da estatal, que prevê o fechamento de agências e a redução de distritos postais. A categoria também afirma que não pode ser responsabilizada pela crise financeira da estatal.
O que travou a negociação
Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), a deflagração aconteceu após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo. A federação afirma que a categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores. Um dos principais pontos do impasse é o plano de saúde, para os trabalhadores, aposentados e suas famílias.
O que os Correios dizem sobre as entregas
Em nota à imprensa, os Correios informaram que acionaram um plano de continuidade de negócios para reduzir os impactos da greve. "Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico", informou a estatal.
Para o leitor, vale acompanhar o rastreamento antes de cobrar uma loja. Se o objeto estiver parado em uma unidade, o prazo pode esticar alguns dias, mesmo com o efetivo mínimo em operação.
Camilo Andrade
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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