Árvore cega-machado em Pirenópolis colore o Cerrado
Durante a estiagem no interior goiano, a árvore cega-machado em Pirenópolis floresce em tons de lilás, roxo e rosa, transformando pastos e morros. Conhecida como jacarandá-do-cerrado ou pau-ferro, ela encanta quem percorre as estradas de terra e cumpre papel vital para a biodiver
Durante a estiagem no interior goiano, a árvore cega-machado em Pirenópolis floresce em tons de lilás, roxo e rosa, transformando pastos e morros. Conhecida como jacarandá-do-cerrado ou pau-ferro, ela encanta quem percorre as estradas de terra e cumpre papel vital para a biodiver
Quem percorre as estradas de terra de Pirenópolis na estiagem encontra um espetáculo: a árvore cega-machado em Pirenópolis colore o Cerrado com flores lilás, roxas e rosas. Frequentemente confundida com os ipês pela intensidade das cores, ela se destaca nos pastos e morros, encantando quem passa pelos cenários rurais do interior goiano.
Conhecida popularmente como jacarandá-do-cerrado ou pau-ferro (Machaerium opacum), a espécie ganhou o nome curioso de "cega-machado" por causa da altíssima densidade e dureza da madeira. Na tradição dos trabalhadores do campo, dizia-se que a madeira era tão dura que amassava ou cegava o corte do machado. A florada é uma adaptação ao clima: a árvore perde parte das folhas na seca para evitar perda de água, abrindo espaço para a floração abundante.
Em uma imagem capturada na zona rural, a árvore surge majestosa em terreno seco, com copa volumosa e arredondada. O tom arroxeado das pétalas contrasta com o céu claro e a vegetação rasteira amarelada, mostrando a força da natureza sob o sol forte do inverno goiano.
Além de embelezar a paisagem, a cega-machado sustenta a biodiversidade: produz néctar e pólen em época de pouca floração, alimentando abelhas nativas e borboletas. Suas raízes profundas fixam o solo e retêm umidade, enquanto a madeira resistente mantém a estrutura firme diante do clima do Planalto Central.
Para ver a árvore, basta seguir as estradas vicinais que ligam o Centro Histórico aos povoados de Pirenópolis e os caminhos para cachoeiras e fazendas ecológicas. Quem gosta de fotografar encontra no fim da tarde a luz ideal para realçar os tons arroxeados contra a serra.
Identificar e valorizar as árvores nativas do Cerrado é também preservar a história natural e a identidade cultural da região. turismo em Pirenópolis
Débora Quintas
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
Ver todos os artigos →