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Polícia Civil investiga loteamentos irregulares em áreas protegidas do Rio Araguaia

ResumoA Polícia Civil de Goiás investiga três loteamentos irregulares em áreas protegidas às margens do Rio Araguaia, no distrito de Luiz Alves. A Delegacia Estadual de Meio Ambiente (Dema) apura crimes ambientais como impedimento da regeneração natural e descumprimento de embargo do ICMBio, com construções submersas.

A Polícia Civil de Goiás investiga três loteamentos irregulares em áreas protegidas às margens do Rio Araguaia, no distrito de Luiz Alves. A Dema apura crimes ambientais, incluindo impedimento da regeneração natural e descumprimento de embargo do ICMBio, com construções submersas

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Nina Vega
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Polícia Civil investiga loteamentos irregulares em áreas protegidas do Rio Araguaia
Foto: Imagem ilustrativa · Floguxo

A Polícia Civil de Goiás investiga três loteamentos irregulares em áreas protegidas às margens do Rio Araguaia, no distrito de Luiz Alves. A Dema apura crimes ambientais, incluindo impedimento da regeneração natural e descumprimento de embargo do ICMBio, com construções submersas

Polícia Civil investiga loteamentos irregulares em áreas protegidas às margens do Rio Araguaia

A Polícia Civil de Goiás investiga três loteamentos instalados de forma irregular em áreas protegidas às margens do Rio Araguaia, no distrito de Luiz Alves. A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) apura ocupações que afetam uma área de preservação permanente e pelo menos duas ilhas, onde foram identificadas construções e parcelamentos do solo.

Em um dos empreendimentos, a ocupação se estende por cerca de 15 hectares e reúne aproximadamente 164 lotes. Segundo a Dema, o caso é antigo: o responsável pelo loteamento já havia sido indiciado em 2011, quando ainda existiam poucas edificações no local. Apesar de decisões judiciais e da condenação do loteador, a ocupação continuou ao longo dos anos, com novas construções sendo erguidas.

Danos ambientais e descumprimento de embargo

Além do parcelamento irregular do solo, a investigação apura crimes relacionados ao impedimento da regeneração natural da vegetação e aos danos causados à flora. A presença de imóveis na região também pode comprometer o solo, os recursos hídricos e favorecer o lançamento de resíduos no rio.

Durante as cheias do Araguaia, algumas dessas construções ficam submersas. Conforme a polícia, moradores chegaram a instalar estruturas elevadas para proteger fossas sépticas durante o período de inundação, medida que não elimina as irregularidades ambientais nem regulariza a ocupação da área.

A Dema também apura o descumprimento de embargo imposto pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Conforme o delegado Luziano Carvalho, o loteador foi condenado pela Justiça ao pagamento de indenização de R$ 140 mil, mas o empreendimento continuou sendo ampliado.

Outras áreas sob investigação

Além desse loteamento, outras duas áreas também estão sob investigação. Uma delas está localizada em uma ilha com aproximadamente 30 hectares e já possui diversas casas construídas. Imagens obtidas durante sobrevoos de helicóptero indicam que novas edificações continuam surgindo, mesmo diante das restrições ambientais existentes.

Segundo o delegado Luziano Carvalho, a Polícia Civil já ouviu o principal investigado e outros moradores da região. A corporação também solicitará à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) uma vistoria técnica no local. Conforme a investigação, os fatos podem configurar crime contra a administração pública, além de infrações ambientais relacionadas ao desmatamento.

O que muda com a investigação?

O principal avanço é que, mesmo com condenação anterior e embargo do ICMBio, a ocupação continuou, e agora a polícia reúne provas para responsabilizar os envolvidos. A vistoria técnica da Semad deve subsidiar novas medidas legais, enquanto as imagens de helicóptero mostram que as construções seguem surgindo, desafiando as restrições.

Para quem mora ou visita a região, o alerta é claro: áreas de preservação permanente não podem ser parceladas ou ocupadas sem autorização, e o descumprimento pode gerar multas, indenizações e processos criminais.

Perguntas Frequentes

O que a Polícia Civil investiga?

A Dema investiga três loteamentos irregulares em áreas protegidas às margens do Rio Araguaia, no distrito de Luiz Alves.

Qual o tamanho da área ocupada?

Um dos loteamentos ocupa cerca de 15 hectares e reúne aproximadamente 164 lotes.

Quais crimes são apurados?

São apurados parcelamento irregular do solo, impedimento da regeneração natural da vegetação, danos à flora e descumprimento de embargo do ICMBio.

O que aconteceu com o responsável?

O loteador foi indiciado em 2011 e condenado pela Justiça ao pagamento de indenização de R$ 140 mil, mas a ocupação continuou.

Quais órgãos estão envolvidos?

A investigação envolve a Polícia Civil (Dema), o ICMBio e a Semad.

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Nina Vega

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