Mulheres relatam perseguição e exposição sexual no Rio das Almas
Mulheres relatam situações de insegurança perto do Rio das Almas, em Pirenópolis. Um caso envolve exposição sexual em mata; outro, perseguição a uma corredora na Ramalhuda.
Mulheres relatam situações de insegurança perto do Rio das Almas, em Pirenópolis. Um caso envolve exposição sexual em mata; outro, perseguição a uma corredora na Ramalhuda.
Eu sei como é ter o corpo no centro de uma situação que não pedi, e por isso esses relatos me tocam de um jeito direto. Mulheres que frequentam o Rio das Almas, em Pirenópolis, procuraram o Portal Piri para contar episódios de insegurança vividos perto do curso d'água. São duas situações diferentes, mas com um ponto em comum: a presença de homens em atitudes consideradas ameaçadoras ou de exposição sexual.
Uma seguidora relatou que um homem estaria permanecendo nu em uma área de mata próxima à Cachoeira do Rio das Almas, dentro da cidade. Segundo o relato, ele se escondia no mato e, principalmente à tarde, por volta das 16h30, ficava nu e praticava masturbação de forma visível para quem passava no final da trilha da cachoeira. O aviso foi enviado como alerta para famílias e frequentadores.
O segundo caso envolve uma mulher que corria na região da Ramalhuda, acima da Ponte do Poção. Um homem teria começado a acompanhá-la e, em certo momento, passou a correr atrás dela. Ela conseguiu escapar e foi diretamente à delegacia registrar a ocorrência. O episódio teria acontecido cerca de um mês antes da divulgação, e a mulher decidiu falar depois de conversar com outras pessoas e ouvir situações semelhantes.
A Ramalhuda é uma área conhecida, às margens do rio, e aparece em documentos municipais. Não é um ponto isolado: a proximidade com o centro faz com que moradores e visitantes usem o trecho para caminhadas e lazer. Ainda assim, trilhas e áreas com vegetação podem ter horários de menor circulação, e é nesses espaços que situações assim precisam ser comunicadas.
Os relatos não comprovam que os episódios tenham sido praticados pela mesma pessoa, nem que exista relação entre os casos. A coincidência, porém, acende um alerta para quem frequenta áreas mais isoladas, especialmente mulheres que usam o local para corrida, banho ou descanso. A orientação é evitar ficar sozinha em trechos vazios, principalmente em horários de pouco movimento, e procurar imediatamente um lugar movimentado se perceber que está sendo seguida.
Em emergência, ligue 190 (Polícia Militar). Denúncias podem ir para o 197 (Polícia Civil), e mulheres em situação de violência contam com o Ligue 180, serviço nacional de atendimento. Registrar a ocorrência, mesmo sem identificar o autor, ajuda as autoridades a mapear padrões. O Portal Piri segue acompanhando o caso e reforça: não normalize esse comportamento, procure os canais oficiais.
Glória Sampaio
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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