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Ministério Público defende continuidade do processo de cassação da prefeita de Iporá

ResumoO Ministério Público de Goiás protocolou parecer defendendo a continuidade do processo de cassação da prefeita de Iporá, Maysa Peres Cunha Peixoto. O documento foi enviado à Vara das Fazendas Pública após correção de irregularidades apontadas no andamento da Comissão Processante.

O Ministério Público de Goiás protocolou parecer defendendo a continuidade do processo de cassação da prefeita de Iporá, Maysa Peres Cunha Peixoto, após correção de irregularidades apontadas no andamento da Comissão Processante. O documento foi enviado à Vara das Fazendas Pública

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Débora Quintas
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Ministério Público defende continuidade do processo de cassação da prefeita de Iporá
Foto: Imagem ilustrativa · Floguxo

O Ministério Público de Goiás protocolou parecer defendendo a continuidade do processo de cassação da prefeita de Iporá, Maysa Peres Cunha Peixoto, após correção de irregularidades apontadas no andamento da Comissão Processante. O documento foi enviado à Vara das Fazendas Pública

A rotina de quem acompanha a política local em Iporá ganhou um novo capítulo nesta semana. A gente sabe como esses processos costumam se arrastar, com idas e vindas que testam a paciência de todo mundo. Mas, desta vez, o Ministério Público de Goiás trouxe uma posição clara: o processo de cassação da prefeita Maysa Peres Cunha Peixoto deve seguir adiante, desde que as falhas apontadas sejam corrigidas.

O parecer foi protocolado na Vara das Fazendas Públicas da comarca no dia 15 de julho de 2026. Nele, o MP rejeitou o pedido da prefeita para encerrar definitivamente o processo e afastou a alegação de que a denúncia não teria fundamento legal. A decisão final, agora, caberá ao Poder Judiciário.

O que motivou a defesa do MP pela continuidade

O processo foi instaurado pela Câmara Municipal com base em uma denúncia que aponta supostas irregularidades. Entre os problemas listados estão atraso no repasse de valores descontados de servidores, dívidas com o IPASGO, descumprimento de cronograma de pagamentos, problemas em obra municipal e inadimplência com fornecedores e precatórios.

Segundo o Ministério Público, depois que a prefeita contratou uma advogada particular, a Comissão Processante deixou de comunicar a defesa sobre uma reunião realizada em 25 de junho e sobre atos de produção de provas que ocorreram nos dias 6 e 7 de julho. Por causa dessas falhas, a Justiça já havia suspendido o processo em caráter liminar.

O que o MP propõe para corrigir o processo

No parecer, o órgão defende a anulação dos atos praticados a partir da reunião de 25 de junho. A ideia é que eles sejam refeitos, garantindo à defesa a intimação com antecedência mínima de 24 horas. O MP também destacou que não pode haver atuação simultânea de defensor público e advogada particular.

A medida busca equilibrar o direito de defesa com a necessidade de dar continuidade à apuração. É um ajuste possível, que não invalida a denúncia em si, mas corrige o caminho percorrido até aqui.

Os próximos passos do processo

Com o parecer do Ministério Público, a bola agora está com o Poder Judiciário. Será o juiz da Vara das Fazendas Públicas quem decidirá se acata a recomendação do MP e determina o refazimento das etapas, ou se acolhe o pedido da defesa para arquivar o caso.

A prefeita Maysa Peres segue no cargo enquanto não houver decisão judicial contrária. O processo, no entanto, continua em andamento, e a tendência é que os próximos meses tragam novos desdobramentos.

O que está em jogo para a gestão municipal

Para quem vive em Iporá, o desfecho desse processo pode ter impacto direto na administração da cidade. As irregularidades apontadas na denúncia envolvem desde a gestão de recursos públicos até o cumprimento de obrigações com servidores e fornecedores.

A dica, aqui, é acompanhar os próximos movimentos da Justiça. A decisão sobre a continuidade ou não da cassação deve sair nas próximas semanas, e aí saberemos se a prefeita terá que enfrentar o processo completo ou se o caso será arquivado.

Perguntas Frequentes

O que o Ministério Público defendeu no parecer?

O MP defendeu a continuidade do processo de cassação, desde que os atos a partir de 25 de junho sejam anulados e refeitos, com garantia de defesa.

Quais irregularidades foram apontadas na denúncia?

A denúncia cita atraso no repasse de valores descontados de servidores, dívidas com o IPASGO, descumprimento de cronograma de pagamentos, problemas em obra municipal e inadimplência com fornecedores e precatórios.

Por que a Justiça já havia suspendido o processo?

Porque a Comissão Processante deixou de comunicar a defesa sobre reunião e atos de produção de provas, após a contratação de advogada particular pela prefeita.

A prefeita pode ser cassada agora?

Não. A decisão sobre a continuidade do processo caberá ao Poder Judiciário. Enquanto isso, Maysa Peres segue no cargo.

O que acontece se o processo continuar?

Se a Justiça acatar o parecer do MP, as etapas a partir de 25 de junho serão refeitas, com intimação da defesa com 24 horas de antecedência.

A defesa da prefeita pode recorrer?

Sim. A defesa pode recorrer da decisão judicial, seja ela qual for. O processo ainda tem caminho pela frente.

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Débora Quintas

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