# Tarifaço entra em vigor: Alckmin descarta retaliação imediata, mas cita reciprocidade

> O tarifaço dos EUA, que entrou em vigor em 2025, atinge 18% das exportações brasileiras. O vice-presidente Geraldo Alckmin descartou retaliação imediata, mas afirmou que o Brasil aplicará a Lei da Reciprocidade no momento oportuno. A medida pode elevar preços de produtos importados e afetar o comércio bilateral.

*Floguxo · Tendências · 22 de julho de 2026 · Débora Quintas*

O tarifaço dos EUA entrou em vigor afetando 18% das exportações brasileiras. Alckmin descarta retaliação imediata, mas promete usar a Lei da Reciprocidade no momento oportuno. Entenda como isso impacta o seu bolso e o comércio.

O tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros entrou em vigor nesta quarta-feira (22). A medida atinge cerca de 18% das exportações do Brasil, o equivalente a US$ 7,4 bilhões. O vice-presidente Geraldo Alckmin descartou retaliar imediatamente, mas afirmou que a Lei da Reciprocidade será usada "no momento oportuno".

Alckmin, que estava à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) quando o primeiro tarifaço foi aplicado por Donald Trump em 2025, liderou negociações com o setor produtivo. Hoje afastado por conta da legislação eleitoral, ele defende a continuidade do diálogo mesmo sob a atual rodada de tarifas e a ameaça de novas punições.

Em reunião com representantes de setores afetados, como a Abimaq (máquinas e equipamentos), o governo ponderou que uma retaliação imediata poderia tirar o Brasil da mesa de negociações e prejudicar os canais diplomáticos.

## O que muda para o seu bolso?

Para quem importa ou exporta, o impacto é direto: produtos brasileiros ficam mais caros nos EUA, o que pode reduzir a demanda e afetar empregos em setores como máquinas e equipamentos. Por outro lado, o governo brasileiro qualificou as sobretaxas como "injustas e descabidas", já que os EUA registraram superávit na balança comercial com o Brasil recentemente.

## Planos de mitigação em andamento

O MDIC e a ApexBrasil estão estruturando planos para diminuir os impactos sobre as empresas brasileiras afetadas pelas taxas. A situação pode sofrer novas alterações com a expectativa de anúncios americanos focados em supostas regras de trabalho forçado, que o governo brasileiro monitora de perto.

## A visão dos especialistas

O professor de direito internacional Thiago Romero discorda da avaliação americana. Para ele, o Brasil não tem uma política de importação omissa, mas apenas diferente dos Estados Unidos, a exemplo de várias economias. Romero aponta que exigir que 60 economias adotem o padrão regulatório americano sob ameaça de tarifa é uma forma de "exportar a própria legislação".

## O que esperar daqui para frente?

Além das tarifas atuais, o governo Trump ameaça uma nova sobretaxa de 12,5%, alegando que o Brasil não impede importação de produtos com trabalho forçado. O governo brasileiro monitora a situação para avaliar o nível de impacto sobre os produtos nacionais.

## Perguntas Frequentes

### O que é o tarifaço dos EUA?

São tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, que entraram em vigor em 22 de janeiro, afetando 18% das exportações do Brasil.

### O Brasil vai retaliar?

Não imediatamente. Alckmin descartou retaliação imediata, mas prometeu usar a Lei da Reciprocidade no momento oportuno.

### Quais setores são mais afetados?

Setores como máquinas e equipamentos (representados pela Abimaq) estão entre os mais impactados.

### O que o governo está fazendo?

O MDIC e a ApexBrasil estruturam planos para mitigar impactos, enquanto o governo monitora novas ameaças de tarifas dos EUA.

### Por que os EUA impuseram as tarifas?

O governo Trump alega supostas práticas desleais do Brasil no comércio internacional, incluindo questões de trabalho forçado, o que especialistas como Thiago Romero contestam.

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