Patrimônio Mundial no Brasil ganha novo guia turístico
Ministério do Turismo e Unesco abrem edital para selecionar consultor que vai elaborar o Guia do Patrimônio Mundial no Brasil, com foco em experiências e produção associada. Inscrições vão até 31 de agosto de 2026.
Ministério do Turismo e Unesco abrem edital para selecionar consultor que vai elaborar o Guia do Patrimônio Mundial no Brasil, com foco em experiências e produção associada. Inscrições vão até 31 de agosto de 2026.
Se você fotografa destinos históricos, já deve ter percebido: o Brasil tem 26 bens reconhecidos como Patrimônio Mundial pela Unesco, mas pouca gente sabe o que fazer além de tirar a foto do monumento. Agora, o Ministério do Turismo e a Unesco abriram edital para criar um guia que muda essa abordagem, apresentando não só os sítios, mas as experiências e a produção associada de cada território.
O Guia do Patrimônio Mundial no Brasil: Experiências e Produção Associada vai reunir atrativos, experiências turísticas e iniciativas relacionadas aos 26 Sítios do Patrimônio Mundial brasileiros. A proposta é ir além dos bens reconhecidos internacionalmente, incluindo produtos, serviços e vivências ligados à identidade cultural de cada destino.
Para quem trabalha com imagem, o conceito de produção associada é ouro: em vez de só enquadrar a fachada histórica, você pode mostrar o artesanato local, a gastronomia típica e as manifestações tradicionais que dão vida ao território. O edital prevê levantamento e seleção de informações, organização do conteúdo e elaboração da proposta visual e editorial da publicação.
Goiás tem peso nessa história. A Cidade de Goiás, antiga Vila Boa, foi reconhecida como Patrimônio Cultural Mundial em dezembro de 2001, e o Iphan destaca que mais de 90% da arquitetura colonial original está preservada. Além dela, o estado abriga dois patrimônios naturais da Unesco: o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e o Parque Nacional das Emas.
Pirenópolis, por sua vez, não integra a lista da Unesco, mas possui tombamento federal pelo Iphan desde 1989, com escritório técnico que funciona como Casa do Patrimônio. A diferença importa: tombamento pelo Iphan e reconhecimento pela Unesco são instrumentos distintos de proteção. Mesmo fora dos 26 sítios, a cidade faz parte de uma rede de cinco cidades históricas tombadas em Goiás, ao lado de Corumbá de Goiás, Goiânia, Cidade de Goiás e Pilar de Goiás.
As inscrições para o edital nº 03/2026 devem ser feitas exclusivamente pela plataforma Roster da Unesco até 31 de agosto de 2026. Para o turismo cultural, o guia reforça uma mudança: o visitante é convidado a entender as relações entre os bens, as pessoas e as atividades que dão significado aos territórios, o que abre novas possibilidades para quem registra essas histórias em imagens.
Se você produz conteúdo sobre turismo e patrimônio, vale acompanhar o edital e pensar em pautas que conectem os sítios às experiências locais. A luz natural da manhã na Cidade de Goiás, por exemplo, revela texturas que nenhum filtro reproduz, e a pose certa de um artesão em Pirenópolis pode contar mais do que qualquer cartão-postal. turismo cultural em Goiás
Camilo Andrade
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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