CNPq abre bolsas no exterior para mulheres negras e indígenas em 2026
O CNPq abriu inscrições para a 2ª edição da Chamada Pública Atlânticas - Beatriz Nascimento 2026, oferecendo bolsas no exterior para mulheres negras, indígenas, quilombolas e ciganas. As inscrições vão até 30 de setembro de 2026. Entenda como participar.
O CNPq abriu inscrições para a 2ª edição da Chamada Pública Atlânticas - Beatriz Nascimento 2026, oferecendo bolsas no exterior para mulheres negras, indígenas, quilombolas e ciganas. As inscrições vão até 30 de setembro de 2026. Entenda como participar.
Se você é mulher negra, indígena, quilombola ou cigana e sonha em fazer pesquisa fora do Brasil, chegou a sua vez. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) abriu inscrições para a segunda edição da Chamada Pública Atlânticas - Beatriz Nascimento 2026. A iniciativa oferece bolsas no exterior para mulheres negras, indígenas, quilombolas e ciganas desenvolverem pesquisas acadêmicas fora do Brasil.
O edital, realizado em parceria com o Ministério da Igualdade Racial (MIR) e o Ministério das Mulheres, busca ampliar a participação de grupos historicamente sub-representados na ciência brasileira. As inscrições seguem abertas até 30 de setembro de 2026 e devem ser realizadas pelo sistema oficial do CNPq.
Como funciona a bolsa Atlânticas Beatriz Nascimento
A chamada prevê bolsas em três modalidades: Desenvolvimento Tecnológico e Inovação no Exterior Júnior (DEJ), Desenvolvimento Tecnológico e Inovação no Exterior Sênior (DES) e Pós-Doutorado no Exterior (PDE). As oportunidades permitem que as pesquisadoras selecionadas realizem parte de suas pesquisas em universidades, centros científicos e instituições internacionais.
Quem pode se candidatar
O programa é destinado a mulheres negras (pretas e pardas), quilombolas, indígenas e ciganas que estejam matriculadas em programas de doutorado reconhecidos pela Capes ou que já tenham concluído uma pós-graduação reconhecida. As candidatas podem ser de diferentes áreas do conhecimento, desde ciências humanas e sociais até áreas tecnológicas, ambientais e da saúde.
O que apresentar na inscrição
Para participar, as candidatas devem apresentar um projeto de pesquisa, comprovar vínculo acadêmico ou formação compatível com as exigências do edital e apresentar carta de aceite ou documentação equivalente da instituição estrangeira onde pretendem desenvolver suas atividades. O edital também estabelece critérios relacionados à identificação étnico-racial, incluindo a necessidade de autodeclaração no momento da inscrição.
Investimento e impacto
O investimento previsto para a edição de 2026 é de aproximadamente R$ 4,92 milhões, com recursos do CNPq, Ministério da Igualdade Racial e Ministério das Mulheres. A primeira edição do programa Atlânticas, lançada em 2023, selecionou pesquisadoras de universidades públicas brasileiras para bolsas no exterior de doutorado-sanduíche e pós-doutorado.
Por que o nome Beatriz Nascimento
O nome da iniciativa é uma homenagem à professora e historiadora Beatriz Nascimento, uma das principais intelectuais brasileiras dedicadas ao estudo dos quilombos, da identidade negra e da história da população afro-brasileira. Nascida em Sergipe, ela construiu uma trajetória marcada pela valorização da memória, da cultura e da resistência negra no Brasil.
Perguntas Frequentes
Qual o prazo para inscrição?
As inscrições vão até 30 de setembro de 2026.
Quais áreas do conhecimento são aceitas?
Todas as áreas, desde ciências humanas e sociais até áreas tecnológicas, ambientais e da saúde.
Preciso estar matriculada em um programa de doutorado?
Sim, ou ter concluído uma pós-graduação reconhecida pela Capes.
Como faço para me inscrever?
As inscrições devem ser realizadas pelo sistema oficial do CNPq. É recomendado verificar todos os critérios de participação, documentos necessários e exigências específicas da chamada pública antes do envio.
O que é a Chamada Atlânticas - Beatriz Nascimento?
É uma iniciativa do CNPq em parceria com o Ministério da Igualdade Racial e o Ministério das Mulheres para oferecer bolsas no exterior a mulheres negras, indígenas, quilombolas e ciganas.
Glória Sampaio
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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