# Prefeito de Pirenópolis fica fora do IA Contra o Crime

> O prefeito de Pirenópolis, Nivaldo Melo, permanece como único chefe do Executivo municipal entre as cidades procuradas sem adesão ao IA Contra o Crime, iniciativa do Governo de Goiás. A não participação decorre da existência de sistema próprio de monitoramento no município, conforme justificativa oficial. A decisão mantém Pirenópolis fora da plataforma estadual de segurança pública.

*Floguxo · Mega-Sena · 04 de setembro de 2026 · Glória Sampaio*

O prefeito de Pirenópolis, Nivaldo Melo, é o único chefe do Executivo municipal entre as cidades procuradas que não aderiu ao IA Contra o Crime, iniciativa do Governo de Goiás. A justificativa: o município já tem sistema próprio de monitoramento.

Eu sei como é frustrante quando a solução pronta não encaixa na realidade da sua cidade. O prefeito de Pirenópolis, Nivaldo Melo, vive isso agora: é o único chefe do Executivo municipal entre as cidades procuradas que não aderiu ao IA Contra o Crime, iniciativa do Governo de Goiás que usa inteligência artificial, câmeras e integração de dados para apoiar as forças de segurança.

A informação ganhou destaque nesta sexta-feira (4), após reportagem do jornal O Popular. Segundo a publicação, o prefeito justificou a decisão: o município já conta com estrutura própria de monitoramento. Ou seja, em vez de integrar a rede estadual, Pirenópolis segue com gestão municipal da tecnologia.

O IA Contra o Crime começou a operar em Goiás em janeiro de 2026. A plataforma reúne inteligência artificial, videomonitoramento e integração de informações. Entre os recursos estão o cruzamento de dados, a identificação automática de placas e alertas em tempo real. Segundo o Governo de Goiás, o sistema contribuiu para esclarecer mais de 1,4 mil ocorrências nos primeiros cinco meses, com 577 câmeras em nove municípios. Mais de 300 suspeitos de crimes violentos foram presos com apoio das câmeras integradas.

Pirenópolis, porém, decidiu outro caminho. A cidade é um dos principais destinos turísticos de Goiás. Em feriados, festas tradicionais e alta temporada, o fluxo de pessoas e veículos cresce muito. Por isso, a prefeitura considera o sistema próprio parte essencial da estratégia local. Não é sobre disfarçar nada: é sobre caimento certo, e aqui o caimento é manter o controle municipal.

A expansão estadual é grande: o governo quer ampliar para outros 194 municípios, chegando a 203 cidades e 5.012 câmeras. A expectativa é esclarecer mais de 10 mil ocorrências até o fim de 2026. Mas o programa enfrenta questionamentos judiciais sobre o contrato com a empresa responsável, que chegou a ser suspenso por decisão da Justiça, com discussões sobre contratação sem licitação.

A escolha de Pirenópolis não significa abrir mão do videomonitoramento. O que muda é a não adesão à plataforma estadual, enquanto o Estado aposta na integração de sistemas. segurança pública em cidades turísticas programas de videomonitoramento estadual

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