Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões: greve pode começar
Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões após assembleia tensa. Salário, vale-refeição e condições de trabalho estão na mesa. Sem conciliação, greve pode parar frota da cidade.
Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões após assembleia tensa. Salário, vale-refeição e condições de trabalho estão na mesa. Sem conciliação, greve pode parar frota da cidade.
Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões
Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões após assembleia tensa na segunda-feira (12). As negociações salariais e de benefícios emperraram, abrindo caminho para uma greve que pode parar a frota de ônibus da cidade. O impasse atinge diretamente quem depende do transporte público.
Por que rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões
A principal razão é a diferença entre o que a categoria pede e o que os patrões oferecem. O Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro (Sindicato dos Rodoviários RJ) exige reajuste salarial de 15%, vale-refeição de R$ 30 por dia e plano de saúde integral. As empresas, representadas pelo Setransp (Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Município do Rio de Janeiro), propuseram 6% de reajuste e vale-refeição de R$ 18.
Segundo o Sindicato dos Rodoviários RJ, a categoria não aceita a proposta porque ela não repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos. A inflação acumulada desde o último acordo, medida pelo IPCA, supera os 8% no período (IBGE, IPCA acumulado 12 meses, mai/2026).
Reivindicações dos rodoviários
Os rodoviários pedem:
- Reajuste salarial de 15%
- Vale-refeição de R$ 30 por dia
- Plano de saúde integral (sem coparticipação)
- Redução da jornada de 8 para 6 horas, sem redução salarial
- Fim da terceirização de linhas
Cada item reflete uma demanda concreta. O vale-refeição, por exemplo, cobre uma refeição simples no centro do Rio, que custa em média R$ 25 (Pesquisa FGV, 2026). A redução de jornada é um pedido antigo, pois motoristas relatam jornadas de até 10 horas com intervalo mínimo.
Proposta dos patrões
As empresas oferecem:
- 6% de reajuste salarial
- Vale-refeição de R$ 18 por dia
- Manutenção do plano de saúde com coparticipação de 20%
- Jornada de 8 horas, como está
Segundo o Setransp, a proposta considera o aumento de 12% nos custos operacionais, incluindo diesel e pneus, e a queda de 8% no número de passageiros pagantes nos últimos dois anos.
Assembleia e próximos passos
A assembleia realizada na segunda-feira (12) na sede do sindicato, na Tijuca, terminou sem acordo. Cerca de 3.000 rodoviários participaram, segundo a organização. A categoria votou por continuar as negociações, mas com prazo de 48 horas para uma nova proposta.
Se não houver avanço, o sindicato pode convocar greve a partir de quinta-feira (15). A paralisação afetaria linhas municipais e intermunicipais, incluindo o sistema BRT.
Impacto para o carioca
Uma greve de rodoviários no Rio afeta diretamente 3 milhões de passageiros por dia, segundo dados da Prefeitura do Rio. Sem ônibus, o BRT e o metrô tendem a ficar superlotados. Quem depende de transporte público precisa se planejar: horários alternativos, caronas ou trabalho remoto, se possível.
Histórico de negociações
Nos últimos cinco anos, rodoviários e patrões no Rio fecharam acordo em três ocasiões, mas sempre com mediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ). Em 2023, a greve durou quatro dias e só terminou após intervenção judicial. Agora, o cenário é parecido: sem acordo, a Justiça do Trabalho pode ser chamada.
O que diz a lei sobre greve de rodoviários
A greve em serviços essenciais, como transporte público, tem regras específicas. Pela Lei de Greve (Lei 7.783/89), a categoria precisa manter 60% da frota em operação nos horários de pico (6h-9h e 17h-20h). O sindicato já informou que cumprirá a determinação legal.
Perguntas Frequentes
Quando a greve dos rodoviários pode começar?
A greve pode começar a partir de quinta-feira (15), se não houver acordo até quarta-feira (14).
Quais linhas serão afetadas?
Todas as linhas municipais e intermunicipais do Rio, incluindo o BRT, podem parar parcialmente.
O que fazer se a greve acontecer?
Planeje rotas alternativas, use metrô ou BRT, negocie home office com o empregador.
A Justiça pode proibir a greve?
Sim, o TRT-RJ pode declarar a greve abusiva se não houver negociação prévia ou se a paralisação não cumprir a lei.
Qual o salário atual dos rodoviários no Rio?
O piso salarial da categoria no Rio é de R$ 2.800 para motoristas e R$ 1.800 para cobradores, segundo convenção coletiva de 2025.
Camilo Andrade
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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