Mais de 510 mil imóveis sem luz no Rio após vendaval | Causas e situação
Mais de 510 mil imóveis do Rio continuam sem energia após vendaval com ventos de até 105 km/h. Duas pessoas morreram, 31 foram resgatadas e bairros como Campo Grande e Tijuca estão entre os mais afetados. Entenda o que causou a interrupção e como as concessionárias estão atuando.
Mais de 510 mil imóveis do Rio continuam sem energia após vendaval com ventos de até 105 km/h. Duas pessoas morreram, 31 foram resgatadas e bairros como Campo Grande e Tijuca estão entre os mais afetados. Entenda o que causou a interrupção e como as concessionárias estão atuando.
Ventania no Rio: mais de 510 mil imóveis seguem sem luz nesta quinta (30)
Mais de 510 mil imóveis do Rio de Janeiro continuam sem energia elétrica, desde o vendaval que atingiu o estado na tarde desta quarta-feira (29), com ventos que chegaram a atingir mais de 100 quilômetros por hora (km/h) na capital fluminense. De acordo com a concessionária Light, 44 árvores caíram sobre a rede elétrica e cortaram o abastecimento de 370 mil clientes. Já a Enel informou que 142 mil imóveis continuavam sem fornecimento de energia na manhã de hoje.
A ventania provocou também cinco desabamentos no estado, entre eles um muro na zona sul da cidade do Rio, que deixou dois mortos. De acordo com nota divulgada na noite de quarta-feira, pela Secretaria Estadual de Defesa Civil, bombeiros tiveram que resgatar 31 pessoas. Na estação meteorológica do Galeão, foram registrados ventos de até 105 km/h. Foram ainda feitas buscas para localizar uma pessoa que teria desaparecido no litoral de Angra dos Reis, na localidade de Mambucaba.
O que causou o apagão no Rio?
O temporal que atingiu o Rio na tarde de quarta-feira trouxe ventos excepcionalmente fortes. Na estação meteorológica do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), os ventos chegaram a 105 km/h. Rajadas como essas têm força para derrubar árvores, postes e danificar cabos da rede elétrica. Foi exatamente isso que ocorreu: a Light registrou 44 árvores caídas sobre a rede, interrompendo o fornecimento para 370 mil clientes.
Durante o vendaval, houve desligamentos, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), na rede de distribuição e transmissão a partir das 15h57, impactando a área do Rio. As cargas foram 100% normalizadas às 17h35, de acordo com o ONS. Ou seja, o problema não foi na geração de energia, mas sim na distribuição, danificada pelos ventos e pela queda de árvores.
Bairros mais afetados pela falta de luz
Entre os bairros mais afetados pela falta de luz na manhã desta quinta-feira (30) estão Campo Grande, Bangu, Anchieta, Tijuca, Catumbi, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio dos Bandeirantes. A Light informou que suas equipes estão mobilizadas, com a prioridade de normalizar o serviço para os clientes afetados o mais rapidamente possível.
Já na área atendida pela Enel, a situação é mais crítica em cidades da região sul do estado. A empresa destacou que em Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba, dezenas de árvores caíram sobre ruas e rodovias, danificando a rede elétrica e bloqueando o acesso das equipes a diferentes pontos de atendimento. Isso significa que, além do reparo na rede, as equipes precisam primeiro desobstruir vias para conseguir chegar aos locais danificados.
Impacto nos transportes
Além da falta de luz, vários sistemas de transporte foram afetados pelos fortes ventos, como os Aeroportos Santos Dumont e o Internacional Tom Jobim (Galeão), o metrô carioca e os trens do Grande Rio.
De acordo com a concessionária TrensRJ, que opera o sistema ferroviário da região metropolitana, os ventos impactaram dois ramais, com a circulação de trens suspensas em alguns trechos de Japeri (entre Comendador Soares e Japeri, incluindo a extensão Paracambi) e a necessidade de troca de composição na estação Campos Elíseos, para quem circula entre Gramacho e Saracuruna, no ramal Saracuruna.
Quando a luz volta?
A Light informou que suas equipes estão mobilizadas, com a prioridade de normalizar o serviço para os clientes afetados o mais rapidamente possível. Já a Enel destacou que, na região sul do estado, especialmente em Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba, dezenas de árvores caíram sobre ruas e rodovias, danificando a rede elétrica e bloqueando o acesso das equipes a diferentes pontos de atendimento. A previsão de normalização depende da gravidade dos danos em cada localidade e da desobstrução das vias.
O que fazer em caso de falta de luz?
Para quem ainda está sem energia, o primeiro passo é entrar em contato com a concessionária responsável. Clientes da Light podem ligar para a central de atendimento. Já os clientes da Enel têm canais específicos. É importante registrar a ocorrência, pois isso ajuda as empresas a mapear os locais com maior necessidade de reparo. Em situações como essa, é prudente evitar o uso de velas para iluminação, preferindo lanternas, para reduzir riscos de incêndio. Mantenha a geladeira fechada para conservar os alimentos por mais tempo e, se possível, desconecte aparelhos eletrônicos para evitar danos quando a energia retornar.
Perguntas Frequentes
Quantos imóveis estão sem luz no Rio?
Mais de 510 mil imóveis continuam sem energia elétrica na manhã desta quinta-feira (30). Desses, 370 mil são clientes da Light e 142 mil da Enel.
Quais bairros estão sem luz no Rio?
Os bairros mais afetados pela falta de luz são Campo Grande, Bangu, Anchieta, Tijuca, Catumbi, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio dos Bandeirantes. Na região sul, Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba também enfrentam cortes.
O que causou o apagão no Rio?
O vendaval de quarta-feira (29) derrubou dezenas de árvores sobre a rede elétrica. A Light registrou 44 árvores caídas. Os ventos chegaram a 105 km/h no Galeão.
Quando a luz volta no Rio?
A Light e a Enel informaram que equipes estão mobilizadas para normalizar o serviço o mais rápido possível. Em áreas com vias bloqueadas, como Paraty e Angra dos Reis, o reparo pode levar mais tempo.
O metrô e os trens do Rio foram afetados?
Sim. Os ventos impactaram ramais da TrensRJ, com suspensão em trechos de Japeri e necessidade de troca de composição em Campos Elíseos. Os aeroportos Santos Dumont e Galeão também foram afetados.
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Débora Quintas
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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