# Goiás zera casos de suicídio entre policiais em 2025; Anuário alerta para subnotificação

> O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 registrou zero casos de suicídio entre policiais militares e civis em Goiás, contra cinco em 2024. A redução nacional de 12,7% nos óbitos, no entanto, esconde subnotificação e disparidades regionais significativas, conforme alerta o levantamento.

*Floguxo · Estilo Pessoal · 24 de julho de 2026 · Débora Quintas*

Goiás não registrou casos de suicídio entre policiais militares e civis em 2025, ante 5 em 2024, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento, porém, alerta que a redução nacional de 12,7% esconde subnotificação e diferenças regionais profundas.

A gente sabe que acompanhar os números da segurança pública é olhar para um espelho que, às vezes, distorce o que a gente precisa enxergar. O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), traz um dado que, à primeira vista, parece uma conquista: Goiás zerou os registros de suicídio entre policiais militares e civis em 2025, contra 5 casos em 2024. Mas o próprio levantamento pede cautela, e não é por acaso.

Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o total de suicídios entre policiais civis e militares no país caiu de 126 casos em 2024 para 110 em 2025, com redução da taxa de 0,25 para 0,22 por mil policiais (-12,7%). Goiás é um dos estados que não registraram autoextermínio no ano passado. O documento, porém, orienta cuidado na análise: "À primeira vista, o resultado pode sugerir uma melhora do cenário nacional. Um olhar mais atento, no entanto, revela uma realidade mais complexa".

## O que os números de suicídio entre policiais realmente mostram

A redução nacional de 12,7% na taxa de suicídio entre agentes de segurança não ocorreu de forma homogênea. O Anuário aponta que, entre os policiais militares, as mortes em confronto durante o serviço caíram de 31 para 21 casos, e as ocorridas fora do expediente (em confronto ou por lesão não natural) passaram de 76 para 46 registros. Já entre os policiais civis, o movimento foi inverso: as mortes em confronto em serviço aumentaram de um para oito casos, enquanto as fora de serviço subiram de oito para treze.

"Embora ambos os indicadores tenham apresentado queda, a redução foi mais expressiva no número de suicídios. Quando observamos separadamente as corporações, porém, percebemos que essa melhora nacional resulta de movimentos bastante distintos", revela o documento.

### O contraste entre estados: Rio de Janeiro na contramão

Enquanto Goiás e outros estados mostram redução ou estabilidade, o Rio de Janeiro chama a atenção. Segundo o Anuário, o número de policiais vítimas de mortes violentas intencionais no estado passou de 28 para 51, elevando a taxa de 0,57 para 1,04 por mil policiais (+82,1%). "O crescimento ocorre na contramão da tendência nacional e faz do estado o principal foco de agravamento da vitimização letal em 2025", acrescenta a 20ª edição.

## Por que o dado de Goiás exige cautela

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública alerta que o fato de um estado registrar zero ocorrências nem sempre significa a inexistência do problema. Os principais fatores apontados são a subnotificação e o subregistro. O suicídio nas forças corporativas ainda é cercado de forte estigma social e institucional, fazendo com que casos sejam notificados genericamente como lesões decorrentes de acidentes com arma de fogo ou causas indeterminadas. Além disso, falta padronização ou divulgação sobre as estatísticas das corporações.

## Mortes em serviço em Goiás: padrão nacional se repete

No caso de Goiás, os registros de policiais militares e civis mortos em confronto durante o serviço mantêm-se em patamares reduzidos, frequentemente entre 0 e 2 casos anuais nos relatórios mais recentes. A maior parcela dos óbitos de agentes de segurança no estado decorre de ocorrências fora de serviço (reações a roubos ou folga) e de causas relacionadas à saúde mental (como o suicídio), alinhando-se ao padrão nacional de que a folga é o momento de maior vulnerabilidade do agente.

## Perfil das vítimas: profissionais mais experientes são os mais afetados

O levantamento também aponta que a faixa etária dos agentes de segurança mortos nos dois anos analisados segue a tendência de afetar os mais antigos no serviço. "Assim como nos anos anteriores, os profissionais mais experientes, com mais de 10 anos de serviço, foram os mais vitimados", revela o Anuário.

## Perguntas Frequentes

### Por que Goiás zerou os casos de suicídio entre policiais em 2025?

Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, Goiás não registrou nenhum caso de autoextermínio entre policiais militares e civis em 2025, contra 5 em 2024. O dado, porém, pode refletir subnotificação, já que o suicídio nas forças de segurança ainda é cercado de estigma e subregistro.

### O que diz o Anuário Brasileiro de Segurança Pública sobre a subnotificação?

O documento alerta que zero ocorrências nem sempre significa ausência do problema. Fatores como estigma institucional e falta de padronização nas estatísticas das corporações podem levar a notificações genéricas, como lesões por acidente com arma de fogo ou causas indeterminadas.

### Como foi a redução nacional de suicídios entre policiais?

O total de suicídios entre policiais civis e militares caiu de 126 casos em 2024 para 110 em 2025, com redução da taxa de 0,25 para 0,22 por mil policiais (-12,7%). A queda, porém, não foi homogênea entre estados e corporações.

### Quais estados tiveram aumento de mortes violentas de policiais?

O Rio de Janeiro se destaca na contramão da tendência nacional: as mortes violentas intencionais de policiais passaram de 28 para 51 casos, com alta de 82,1% na taxa por mil policiais.

### Qual o perfil dos policiais mais afetados por mortes violentas?

Segundo o Anuário, os profissionais mais experientes, com mais de 10 anos de serviço, foram os mais vitimados tanto em mortes violentas intencionais quanto em suicídios.

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Fonte (canonical): https://www.floguxo.com.br/estilo-pessoal/goias-zera-casos-suicidio-entre-policiais-2025-anuario-faz-alerta-sobre-subnotif/
