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FICCOs deflagram Operação Força Integrada III em 16 estados

ResumoA Operação Força Integrada III, deflagrada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) em 16 estados, teve como objetivo desmantelar facções criminosas. A ação coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública resultou em centenas de prisões e apreensões de materiais ilícitos.

As FICCOs deflagraram a Operação Força Integrada III em 16 estados, com foco no desmantelamento de facções criminosas. A ação coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública resultou em centenas de prisões e apreensões.

GS
Glória Sampaio
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FICCOs deflagram Operação Força Integrada III em 16 estados
Foto: Imagem ilustrativa · Floguxo

As FICCOs deflagraram a Operação Força Integrada III em 16 estados, com foco no desmantelamento de facções criminosas. A ação coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública resultou em centenas de prisões e apreensões.

FICCOs deflagram Operação Força Integrada III em 16 estados

As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) deflagraram a Operação Força Integrada III em 16 estados brasileiros, mirando o desmantelamento de facções criminosas. A ação, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), mobilizou forças estaduais e federais, resultando em prisões e apreensões de drogas, armas e veículos.

O que são as FICCOs

Criadas em 2023 pela Senasp, as FICCOs são unidades de inteligência e operação que integram Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, polícias civis e militares de cada estado. O modelo busca superar a fragmentação entre as forças, permitindo ações conjuntas contra o crime organizado.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, as FICCOs já estão presentes em 26 estados e no Distrito Federal, com estrutura compartilhada de inteligência.

Operação Força Integrada III: alvos e abrangência

A terceira edição da operação ocorreu simultaneamente em 16 estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

O foco principal foram facções que atuam no tráfico de drogas, roubo de cargas e homicídios. A Senasp informou que a operação contou com mais de 2 mil policiais em campo, com apoio de helicópteros e cães farejadores.

Resultados parciais

Até o momento, a operação já prendeu 347 suspeitos, apreendeu 1,2 tonelada de drogas (entre cocaína, crack e maconha) e 89 armas de fogo, além de 43 veículos. Os dados são da Senasp e ainda podem ser atualizados.

Em Goiás, a FICCO localizou um laboratório de refino de cocaína, com 400 kg de pasta base. No Rio de Janeiro, houve confronto em comunidades do Complexo da Maré, com um suspeito morto e dois policiais feridos.

Como as FICCOs atuam na prática

A estrutura das FICCOs se baseia em três pilares: inteligência compartilhada, operações conjuntas e integração de bancos de dados. Cada unidade estadual tem um centro de comando com representantes de todas as forças envolvidas.

Na Operação Força Integrada III, o planejamento começou seis meses antes, com cruzamento de informações sobre rotas de tráfico e lideranças de facções. As ações foram executadas em horários simultâneos para evitar que criminosos fossem avisados.

Para quem atua na segurança pública, o modelo das FICCOs representa uma mudança real: antes, cada força agia isolada; hoje, há troca de informações em tempo real FICCOs no combate ao crime organizado.

Impacto da operação nas facções

A operação mirou especificamente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), que disputam rotas de drogas no Norte e Nordeste. Em Mato Grosso do Sul, a FICCO interceptou uma carga de 300 kg de cocaína que seria enviada ao PCC.

A Senasp afirma que a operação reduziu em 23% os homicídios nas áreas atendidas durante as 72 horas de ação. Ainda não há dados sobre o efeito de longo prazo.

Próximos passos

A Senasp já planeja a Operação Força Integrada IV, prevista para setembro de 2026, com ampliação para 20 estados. A ideia é incluir estados do Nordeste que ficaram de fora, como Alagoas e Rio Grande do Norte operações integradas de segurança pública.

Além disso, o governo federal estuda expandir o modelo das FICCOs para a área de fronteira, com unidades específicas para combater o tráfico de armas e drogas.

Perguntas Frequentes

O que significa FICCO?

FICCO é a sigla para Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, unidade criada pela Senasp em 2023 para integrar forças policiais estaduais e federais.

Quantas FICCOs existem no Brasil?

Atualmente, há FICCOs em 26 estados e no Distrito Federal, totalizando 27 unidades.

Qual a diferença entre a Operação Força Integrada e outras operações?

A diferença está na integração: as FICCOs reúnem todas as forças em um mesmo centro de comando, com inteligência compartilhada, ao contrário de operações isoladas de cada corporação.

A operação teve apoio federal?

Sim, a operação foi coordenada pela Senasp, com participação da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, além das polícias estaduais.

Como denunciar crimes organizados?

As denúncias podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181 ou diretamente à FICCO do seu estado, por meio dos canais oficiais da Secretaria de Segurança Pública local.

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Glória Sampaio

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