Festa do Morro 2026: celebração centenária nos Pireneus
Festa do Morro 2026 celebra 100 anos nos Pireneus com fé, memória e homenagens. A edição centenária reuniu famílias, romeiros e marcou a despedida de José Adriano.
Festa do Morro 2026 celebra 100 anos nos Pireneus com fé, memória e homenagens. A edição centenária reuniu famílias, romeiros e marcou a despedida de José Adriano.
A Festa do Morro 2026 chegou à sua centésima edição entre 30 de julho e 2 de agosto, no alto da Serra dos Pireneus, em Goiás. A celebração centenária, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Goiás, reuniu fé, memória e famílias em torno da devoção à Santíssima Trindade dos Pireneus. À frente do ciclo esteve Duília de Oliveira, neta de Cristovam de Oliveira, apontado como fundador da festa, acompanhada pelo esposo, Dr. Edmar, e por uma comunidade que mantém viva a tradição.
A edição comemorativa encerrou um ciclo de preparação iniciado em novembro de 2025, com terços mensais na Capela Nossa Senhora da Abadia. Em março, Duília recebeu em casa o quinto terço da programação, realizando um antigo desejo. A centésima Romaria em Louvor à Santíssima Trindade dos Pireneus contou com o apoio da Associação dos Romeiros dos Pireneus (ARPI) e da Paróquia Santa Bárbara. A programação incluiu procissão, tríduo, missa no Pico dos Pireneus, levantamento do mastro, café comunitário, apresentações culturais e almoço de encerramento.
A celebração centenária, porém, foi marcada por um luto: a morte de José Adriano, que havia sido Imperador do Divino de Pirenópolis em 2026. Primo e amigo de Duília, Zé Adriano participava ativamente das tradições religiosas da cidade. Diante da perda, parte da programação foi retirada, incluindo o baile do comendador. A família decidiu continuar a festa, incorporando a ausência à celebração, transformando-a em homenagem. Em junho, durante a passagem da coroa, José Adriano havia entregue as insígnias do Divino Espírito Santo ao novo imperador, Thales José Jayme.
Entre os gestos simbólicos, a festa homenageou as mulheres com xales vermelhos bordô, reunindo as participantes em torno de um símbolo comum. A mesa preparada pela família contou com a participação do chef Sebastião, responsável pelo buffet, com canudinhos, doces de figo e doce de leite. A tradição, construída sobre memória e continuidade, mostrou que as manifestações populares existem pelas relações entre famílias e gerações. Na centésima edição, a Festa do Morro 2026 escolheu seguir, unindo a alegria histórica à saudade de quem partiu.
Débora Quintas
Análises independentes sobre maquininhas, pagamentos e empreendedorismo no Brasil. Conteúdo editorial sem viés comercial.
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