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Controle da glicemia: SUS oferta insulina glargina para crianças e idosos

ResumoO Sistema Único de Saúde (SUS) oferta insulina glargina para crianças de 2 a 18 anos com diabetes tipo 1 e idosos com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. Mais de 254 mil tubetes foram enviados a 16 estados. O acesso ao medicamento ocorre mediante prescrição médica e cadastro em unidades de saúde.

O SUS está substituindo gradualmente a insulina NPH pela glargina, beneficiando crianças de 2 a 18 anos com diabetes tipo 1 e idosos com 70+ com diabetes tipo 1 ou 2. Mais de 254 mil tubetes já foram enviados a 16 estados. Saiba como acessar o medicamento.

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Nina Vega
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Controle da glicemia: SUS oferta insulina glargina para crianças e idosos
Foto: Imagem ilustrativa · Floguxo

O SUS está substituindo gradualmente a insulina NPH pela glargina, beneficiando crianças de 2 a 18 anos com diabetes tipo 1 e idosos com 70+ com diabetes tipo 1 ou 2. Mais de 254 mil tubetes já foram enviados a 16 estados. Saiba como acessar o medicamento.

Achei num brechó virtual um tubete de insulina antigo, desses de vidro, por R$ 2, não servia pra nada, mas me fez pensar em como a tecnologia transforma o cuidado. Hoje, o SUS está trocando a insulina NPH pela glargina, um medicamento de ação prolongada que, na maioria dos casos, exige só uma aplicação por dia. É uma mudança que promete mais estabilidade no controle da glicemia e menos risco de hipoglicemia.

O Ministério da Saúde está substituindo gradualmente a insulina NPH pela glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida beneficiará pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2. Até essa segunda-feira (13), o Ministério já havia encaminhado mais de 254 mil tubetes de insulina glargina a 16 estados, além de 52.350 canetas reutilizáveis para aplicação. Todas as unidades da Federação devem receber o medicamento até o fim de julho.

Quem tem direito à insulina glargina no SUS?

O acesso é para dois grupos específicos: crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1, e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2. A oferta não é automática, cada caso passa por avaliação clínica e prescrição médica. No caso de crianças e adolescentes, pais, responsáveis ou cuidadores também podem pedir a substituição da insulina NPH pela nova opção.

Idosos com diabetes tipo 2 também entram

Pessoas com 70 anos ou mais foram incluídas na primeira etapa da oferta nacional, abrangendo tanto diabetes tipo 1 quanto tipo 2. A inclusão amplia o acesso a um medicamento com aplicação diária e ação prolongada, com o objetivo de facilitar o tratamento e melhorar a estabilidade dos níveis de glicose. Cuidadores podem solicitar a avaliação na UBS.

Como conseguir a insulina glargina?

O paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima com a receita médica devidamente emitida e carimbada. A equipe multiprofissional avalia o quadro clínico e verifica a possibilidade de transição do tratamento. A mudança não ocorre automaticamente, cada caso é analisado conforme o quadro clínico e a prescrição apresentada.

Caneta reutilizável e agulhas inclusas

A entrega da insulina glargina será acompanhada de uma caneta reutilizável com validade de três anos. As agulhas necessárias para a aplicação também são fornecidas pelo SUS. A equipe explica como usar a caneta, trocar as agulhas e conservar o medicamento, garantindo segurança e continuidade ao tratamento em casa.

Por que a glargina é melhor que a NPH?

Considerada opção terapêutica mais moderna, a insulina glargina tem ação prolongada e, na maioria dos casos, requer apenas uma aplicação diária. Outros esquemas de tratamento podem exigir até três aplicações no mesmo período. Segundo o Ministério da Saúde, o uso da glargina proporciona controle mais estável da glicemia e reduz o risco de episódios de hipoglicemia. A expectativa é que a mudança traga mais segurança e qualidade de vida aos pacientes.

O que muda no dia a dia do paciente?

Com uma aplicação diária, a rotina fica mais simples. A caneta reutilizável dura três anos, e as agulhas são fornecidas continuamente. A equipe multiprofissional orienta sobre conservação e aplicação, o que reduz erros e internações. Para quem já usa NPH, a transição não é imediata, precisa de avaliação clínica e prescrição médica.

Perguntas Frequentes

Quem pode pedir a substituição da insulina NPH pela glargina?

Pais, responsáveis ou cuidadores de crianças e adolescentes, além do próprio paciente idoso, podem solicitar a avaliação na UBS com a receita médica.

A insulina glargina é gratuita no SUS?

Sim, o medicamento é ofertado nas Unidades Básicas de Saúde de todo o país, mediante prescrição médica.

Preciso de receita para pegar a glargina?

Sim, a receita médica devidamente emitida e carimbada é obrigatória para acesso ao medicamento.

Crianças com diabetes tipo 2 podem receber?

A medida abrange crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1. Para tipo 2, apenas idosos com 70+.

A caneta reutilizável tem custo?

Não, a caneta é fornecida junto com o medicamento e as agulhas, sem custo para o paciente.

Como conservar a insulina glargina?

A equipe multiprofissional da UBS orienta sobre conservação e aplicação. Em geral, deve ser mantida em geladeira (2°C a 8°C) antes do uso.

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Nina Vega

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